Taxação dos ricos. Esperar de César a caridade e o surgimento da escassez e da miséria.

 
Muito se vê pessoas que de autointitulam "cristãs socialistas" devido as "propostas caridosas" dos partidos socialistas comunistas anticapitalistas. A pergunta que eu faço a esses sempre que tenho a oportunidade é " Quando Cristo pediu que se recorresse a César para que fosse feito Justiça ou Caridade? Cristo pregava exatamente que César não era caridoso e não era justo. Que o Espírito de Caridade só viria de Deus e que toda Caridade fosse voluntária e de seus próprios bens: 
São Mateus 19, 21   " Queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no Céu". 

 Cristo diz " Vende teus bens", não "Dê seus bens" ou " Peça que César tome e distribua". Também dar seus bens aos pobres não é certeza de Salvação ou sequer de virtude: 

 I Coríntios 13,3 " Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!"

Ou seja, a Caridade é para além da supressão das necessidades básicas humanas. A Caridade é a supressão das necessidades transcendentes ao homem , as necessidades espirituais. Mas também, não permitir o sofrimento pela necessidade básica. Pois, essa pode levar alguém a cometer pecados buscando saciar tais necessidades. Mas, não vou me aprofundar nessa parte teológica. Volto ao assunto "taxação dos ricos". 

 Nós cristãos devemos e podemos ter como virtude a taxação dos ricos? Podemos pedir a César que tome o que é dos ricos e distribua aos pobres? De maneira alguma. Tanto pelo motivo teológico de que César não é caridoso e não é justo, tanto do modo econômico que gera miséria pela escassez. 

 Socialistas acreditam que será possível igualar a sociedade impedindo a riqueza ou a desigualdade social. Impedindo a riqueza, sim. Não há riqueza, sem ricos. Ou esses ricos serão privados ou será o próprio Estado. Isto se for levantada alguma riqueza seja privada ou estatal. Mas, a ideia da taxação sobre ricos levantar riqueza estatal é uma farsa. 
 Pensar que taxar ricos fará a desigualdade desaparecer é uma utopia completa ou ignorância. Também é esquecer que existem duas explorações conceituais, a exploração do pobre e a exploração do rico. A exploração do pobre se dá pelo Liberalismo e o Capitalismo, e a exploração do rico se dá pelo próprio Socialismo. 
 Tanto o pobre quanto o rico sempre buscará meios de se desvencilhar da exploração sofrida. Os pobres da exploração liberal e os ricos da exploração socialista. 
 O pobre tem como meio de evitar a exploração liberal, uma mínima intervenção estatal. Já os ricos, não possuem proteção sequer mínima estatal contra à taxação, pois é o próprio Estado que os taxaria. O que resta ao rico é aceitar a taxação ou não. E é isto que os socialistas favoráveis à taxação dos ricos não se dão conta ou esquecem. Somente numa ditadura que os obrigue a ficar no País sobre o uso da força que seria possível manter ricos sendo sobretaxados. Se os ricos podem fugir da taxação, eles fogem, junto com todos os seus negócios que geram a maioria dos empregos. Aqui está o problema da taxação dos ricos. Sumir os empregos e a oferta de produtos.

 O rico sobretaxado foge do País junto com seus negócios que representam a maioria dos empregos gerados. Nunca deve se esquecer que são os ricos que possuem grandes impérios que geram a maior quantidade de empregos. Os ricos de hoje, se não enriqueceram ilicitamente, eles enriqueceram e cresceram junto com o crescimento da própria cidade. Junto com o crescimento populacional que se tornou sua demanda.
 Socialistas dizem que quem mais emprega são os pequenos e médios empreendedores. Mentira. O pequeno empreendedor, talvez, empregue 3 pessoas, numa única só loja. O rico, no seu império, numa pequena nova loja pode gerar 100 empregos diretos e indiretos, por baixo. Por exemplo, numa rede de supermercados locais. 
 Junto com os empregos há também o aumento da oferta de produtos que faz baratear e ampliar o consumo quanto o acesso a tal produto, principalmente, a pessoas mais carentes. Você tem uma riqueza de produtos. Por exemplo, o leite. O leite numa padaria é mais caro que num supermercado, pois a padaria oferta pouco leite, já que não consegue competir com o mercado, na concorrência. A padaria compra em menor quantidade o leite do fornecedor pagando mais caro no leite do que o mercado, que do mesmo fornecedor, vende mais em conta devido a quantidade maior comprada pelo Mercado. 
 Se há uma sobretaxação sobre os ricos pegando como exemplo, esse exemplo do dono do mercado e da padaria, pode acontecer do dono do mercado fechar as portas. Tanto gerará desemprego de 100 pessoas em média, quanto não haverá, na região, a oferta abundante e mais em conta do leite, como no exemplo. O fornecedor do leite não mais tendo negócios com o Mercado e a padaria, só tendo com a padaria, aumenta o preço do leite para à padaria. Pois, como o Mercado fechou, ele está produzindo menos, e a padaria agora está com toda clientela do Mercado. Aqui se tem pouca oferta de leite e alta procura pelo leite. Uma escassez. Isso eleva o preço do leite do fornecedor, e este aumento é repassado ao consumidor da padaria. Isto começa impedir pessoas mais carentes de consumirem o leite devido o alto valor que o leite ganha. Daí começa surgir a miséria. 

 Quando se diz de escassez, fechamento de um mercado, não falamos somente de leite. Falamos de tudo o que fornece um mercado. Desde coisas mais supérfluas que aumentarão de preço mesmo que pouco, quanto produtos essenciais que aumentarão muito de preço. As carnes, por exemplo. Fechando um mercado que fornecia uma grande quantidade de carne, quantidade maior que um açougue, o açougue fica com o encargo de fornecer a mesma quantidade de carne que o Mercado oferecia. Se não consegue, aumenta seu preço devido a escassez gerada. Igual ao leite. 

 Este é o problema de sobretaxar os ricos. Eles podem fugir do País gerando desemprego e escassez. E isto tudo gera a miséria de uma região ou País.

 César não é capaz de fazer caridade, ele gera miséria. Nós, filhos de Deus é que temos que fazer caridade. E acreditem, quanto mais se compete numa concorrência de produtos, mais se ajuda aos pobres conseguirem ter acesso ao mesmo produto.

 ~Renato Faustroni

 
 

 

Comentários