Santa Teresa de Lisieux, santa por inteiro


No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, Teresa se oferece como vítima de holocausto ao Amor misericordioso de Deus, para salvação das almas. Ela, que considerava grandes e generosas as almas que se ofereciam como vítimas à justiça divina, preferiu oferecer-se ao amor do Pai, que “de todas as partes é desconhecido, rejeitado. Os corações a quem o desejais prodigalizar voltam-se para as criaturas, pedindo-lhes felicidade em troca de seu miserável afeto, em vez de se atirarem a vossos braços e aceitarem vosso amor infinito […] Se vossa justiça, que só abrange a terra, tende a desobrigar-se, quanto mais não deseja vosso amor misericordioso abrasar as almas, porque vossa misericórdia sobe até os céus” (História de uma alma, p. 198).
“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo”.
A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”
Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.
Fonte: Canção Nova





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Neo Conservador é uma Desgraça

O eleitorado oculto de Jair Bolsonaro

Os perigos de Janaina Paschoal