A histeria universitária


Em seu Twitter, Flávio Morgenstern escreveu "Estou na cafeteria da faculdade. Acho que rola suicídio coletivo se Bolsonaro for eleito. Gente dizendo até que está tomando remédio. Acham MESMO que ele vai enforcar gays e nordestinos. Universitários da USP acreditam em tudo da Globo. Essa é a nossa educação".
A princípio eu iria simplesmente publicar esse twitt na página, mas vi que ele vai muito além de uma simples publicação superficial.
A histeria universitária criada do Brasil foi um dos mais bem feitos trabalhos de engenharia social que já foi planejado. Desde o início dos anos 1980 a mídia em geral criou um ar de romantização da rebeldia juvenil, transformado qualquer ato de babaquice adolescente no maior ato de sabedoria precoce, isso fica bem exemplificado no pasquim televisivo diário chamado Malhação da Rede Globo, jovens, bonitos, brancos, de classe média com a melhor consciência de classes que existe, onde todos são amigos e existe sempre um vilão ou um pequeno grupo de vilões a ser combatido, iniciado em uma academia passou a ser ambientado em uma escola, onde você vê ser discutido sobre tudo, menos sobre as matérias mais corriqueiras de uma escola comum e entre esse engajamento e essa consciência de classe uma coisa imperou por muito tempo nesse seriado que foi o desrespeito a figura de autoridade da família e principalmente a figura masculina do pai.
Todo esse ambiente de rebeldia juvenil tratada como sabedoria precoce gerou gerações de jovens que eram estimulados a ter o que a esquerda chama de "pensamento crítico", criando uma rebelião contra um sistema que não existe, contra um inimigo imaginário tal qual Dom Quixote enfrentando moinhos de vento estáticos afirmando serem dragões.
O que nós temos hoje é uma juventude completamente alienada, infectada com pensamento lumpemproletariado burguês, com uma consciência de classe que fora cozida por décadas por pseudo intelectuais, por uma imprensa completamente descomprometida com a verdade, uma juventude que acha que palavras machucam, jovens de classe média que nunca pagaram uma conta na vida comemorando que empregadas domésticas ficaram desempregadas e com medo de um candidato a presidente só por não gostar das coisas que ele fala.

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