Os homens não podem legislar sobre a vida

Bebê no terceiro mês de gestação
Em meio as repercussões sobre uma suposta mudança no Catecismo da Igreja Católica, hoje o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil abriu audiência pública sobre a questão da descriminalização do aborto até a décima segunda semana (três meses) de gestação.
Não há o que se discutir, o aborto é um atentado a vida humana, já que o ser que está sendo gerado invariavelmente se tornará um ser humano, pois toda a sua carga genética é 100% humana, e portanto a discussão não é quando se inicia a vida, pois mesmo um pequeno aglomerado de células é em si uma forma de vida. Não se pode gerar vida a partir do nada é necessário a carga genética necessária para que algo novo possa ser gerado, por isso um óvulo sozinho ou um espermatozoide sozinho nunca irão gerar uma vida, nem são vida, mas a partir dessa união uma nova vida poderá ser gerada.
O perigo de uma decisão como essa é a progressão que isso gera. Assim como nós já discutimos na página e também em nosso canal, todo movimento gerado pela esquerda ele tem caráter progressivo, disfarçado de anseio da sociedade o desejo de pouquíssimos acaba sendo imposto a maioria. É a ditadura das maiorias. Se o STF decidir que até o terceiro mês de gestação é possível realizar um aborto clínico sem que isso seja um atentado contra a vida humana, não se admire se daqui a cinco ou dez anos esses mesmos pedirão para que isso se estenda até o sexto mês e mais para frente seja pedido para que seja liberado um período irrestrito, ou seja, até o nono mês de gestação.
O que se esconde por trás desses movimentos não é simplesmente a falsa compaixão de "mulheres que não querem ser mães", mas controle populacional e mais um dos ataques ao núcleo familiar básico. Como disse o Padre Paulo Ricardo "O movimento do amor livre iniciado na década de 1960 criou o fenômeno do pai ruim...".
E o que são esses pais ruins? Sem ter a obrigação do matrimônio os homens passaram a achar que não teriam também a obrigação de constituir casamento e nem sequer de reconhecer a paternidade das crianças geradas nessas relações. E mais para o futuro esse movimento do amor livre "criou o fenômeno das mães ruins". Mulheres que por incentivo do movimento feminista passaram a reclamar "mesmos direitos que os homens", sendo que foram esses mesmos movimentos progressistas que criaram o antigo movimento de libertação sexual, mas diferente do abandono paternal, que também pode ser praticado por mulheres, existem também casos de mulheres que abandonam os lares deixando os filhos com os pais, mas mesmo assim o abandono nunca poderá ser comparado com a morte de um ser humano.
Os homens não podem legislar sobre a vida em nenhuma circunstância pois como diz ditado popular "a vida a Deus pertence" e somente Nosso Senhor pode decretar por quanto tempo vive ou quando vai morrer qualquer um dos seres que ele criou.
O que mais me surpreende é que esse dito movimento que supostamente existe para a defesa das mulheres quer priva-las do maior ato que uma mulher pode fazer, que é gerar e portar uma vida.

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