Algumas famílias não deveriam existir


Com toda certeza você ou vocês já ouviram ou presenciaram, tiveram ciência (conhecimento) de algo parecido.
"Já que engravidou minha filha, vocês vão casar! Ou eu te capo!"
Tal frase usada as vezes para a comédia. 
Nesta situação temos um casal que fornicou (fez sexo fora do Matrimônio sacramentado) quebrando à castidade e que desonrou o pai, no caso. Temos de uma só vez dois pecados mortais contra os Mandamentos de Deus. Contra o Sexto Mandamento (Não quebrarás a castidade), e o Quarto Mandamento (Honrarás pai e mãe). Já que a moça teria desrespeitado uma vontade do pai de que não fizesse sexo ou engravidasse fora de um matrimônio. O que por si só anula a possibilidade de qualquer Matrimônio sacramentado.  Pois, não há sacramento sobre pecados mortais.
As duas características primordiais do Matrimônio são: A voluntariedade e indissolubilidade.
A voluntariedade é a livre espontânea vontade da união do casal. A indissolubilidade é o caráter concreto indissolúvel vitalício do Matrimônio sacramentado, ou seja, o casamento existe por toda a vida até que somente a morte separe o casal. 
Como em nosso exemplo, o pai da moça obriga, sobre ameaça, o rapaz que a engravidou a casar, isto por si só, já fere a voluntariedade da união. A voluntariedade se faz necessária para ser tida como uma evidência do amor existente na relação, pois o próprio amor é voluntário. O amor verdadeiro e puro só nasce da livre espontânea vontade de alguém para com o outro. Não havendo amor voluntário, não é possível existir um Matrimônio sacramentado.
Muitos rapazes nesta situação de ameaça mentem para sacerdotes dizendo estarem casando sobre livre espontânea vontade durante a entrevista pré matrimonial que é feita aos declarados noivos, antes da celebração do Matrimônio sacramentado. Isto, por si só, já fere a sacramentalidade. E com isto, a existência do Matrimônio. Se torna um Sacrilégio, uma profanação do sacramento do Matrimônio, um Falso Matrimônio.
Claro que em toda regra há exceções, mas eu afirmo. Existem famílias que não deveriam existir.
Sempre quando temos algum problema, nos perguntamos ou perguntamos a Deus; Por que eu passo por isto? Por que o Senhor me faz passar por isto? Sendo que muitas vezes, Deus não está nos fazendo passar por nada. Passamos o que passamos, muitas vezes, devido a consequência de nossos erros, nossos pecados. Escolhemos fazer nossa própria vontade pecaminosa do que a Vontade de Deus santa.
No caso do exemplo que fiz. Não havendo a voluntariedade do rapaz, no Matrimônio, simulando uma situação de o rapaz não ter nunca vislumbrado uma família ou Matrimônio sacramentado com a moça, o que se espera de um matrimônio deste? Somente desgraças. O rapaz não ama a moça. O rapaz só quis saciar sua lascívia, não esperando assumir nenhum compromisso vitalício com ela. E nem mesmo a própria moça.
Desse tipo de situação exemplificada surgem os problemas de desestruturação familiar que conhecemos. Em alguns casos, pais que se perdem no alcoolismo ou vícios em drogas. Pais que agridem moralmente sua "esposa" e seus filhos. Quando não os agride fisicamente também. E sempre que acontece esse tipo de coisa, a "esposa", os familiares, toda sociedade se pergunta; " Por que aconteceu isto?". Claro que um mau caratismo perverso por parte do pai. Mas qual é a motivação que o leva a fazer isto? Ira à Família. Se ver preso numa situação familiar por obrigação, não amor voluntário pela família. O pai, ou ele odeia estar casado, ou odeia a esposa, ou odeia os filhos. Ou odeia a sua família. Tudo devido os pecados já mencionados da Fornicação e Desonra aos pais. Também, o mais importante, a mentira ao sacerdote sobre a voluntariedade ao Matrimônio sacramentado. Se o rapaz dissesse sobre a ameaça ao sacerdote, o sacerdote não prosseguiria com o matrimônio e o anularia ali mesmo. Com isso anulando a possibilidade de sofrimentos futuros. 
Se houver a situação como a exemplificada, não se deve pressionar uma união. Só devemos aceitar uniões de casais que vierem fornicar e a moça engravidar, mas que se amam e vislumbram um Matrimônio sacramentado. 
Obs: "Os casais não fiquem fornicando sem buscarem à castidade tendo que depois vocês se confessam do pecado antes do Matrimônio. Fazendo o sacerdote de trouxa, vocês são os trouxas. Pois, Deus sabe que em seus corações possuem malícia de enganar o sacerdote. Espiritualmente, esse matrimônio dessa forma não é sacramentado devido o pecado da quebra da castidade em vossos corações formando um Falso Matrimônio, um Sacrilégio. Podem vir acontecer desgraças futuras no matrimônio também." 
Agora, na situação de ter havido uma fornicação e gravidez e uma das partes não quiser, não vislumbrar voluntariamente o matrimônio, que respeitemos a vontade e não pressionemos a existência da união. Isto, para evitarmos futuras desgraças, futuros sofrimentos. Seja para a mulher, seja para os filhos e até o próprio homem. Apenas, exijamos o cumprimento das obrigações de direito materno e paterno, pagamento de pensão, auxílio no sustento da criança e adolescente, e ver os filhos ter contato com os mesmos. Se também o homem não quiser manter contato, por mais canalha que seja, também respeitemos. Só cobremos o cumprimento do dever paterno de sustento da criança e o adolescente. Tudo isto evitará piores futuros sofrimentos. A situação já é por si só lamentável, mas obrigar, pressionar o vínculo pode agravar mais ainda a situação. A criança pode vir a ser maltratada ou até morta, como já vimos casos acontecerem. É preferível uma mãe solteira e os filhos bem do que uma esposa e filhos maltratados.
Tudo isto eu digo não visando compaixão aos canalhas que não querem assumir compromissos, nem uma "carta branca" a estes. Mas, eu vislumbro evitar futuros sofrimentos com tais obrigações não voluntárias assumidas.
A maior "carta branca" quem deu ao canalha foi a moça, no caso, não se mantendo casta. Não fornicando com o rapaz. O rapaz também deveria se manter casto, porém, a necessidade da castidade feminina é maior. As consequências da falta da castidade feminina é mais danosa do que a falta da castidade masculina. 
Digo sem medo. Um homem ser libertino ou promiscuo não sofre danos sociais. O homem canalha ele consegue se livrar do dano. Ele consegue sumir e abandonar a mulher. Já a mulher, não. Ela é que tem a gravidez indesejada. Essa que não justifica o aborto. A grávida é mãe. Se ela aborta, ela se torna uma mãe assassina de seu filho no ventre.
Pois como sempre dizemos em nossa página "O estandarte da moralidade pertence as mulheres. O feminismo o fez de pano de chão".
Reiterando sempre que esse texto não se trata de uma defesa a canalhice masculina, mas de um alerta para as mulheres que usem essa sua posição de portadoras da moralidade para que coloquem os homens canalhas em seus devidos lugares. Negando a eles o seu anseio pelos prazeres da carne.
Resgatemos a castidade masculina, e principalmente, a feminina, e não pressionemos uniões, para evitarmos desgraças e sofrimentos futuros. Doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, abortos e a violência doméstica para com mulheres e filhos, ou para homens e filhos.

 - Renato Faustroni










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