Os perigos de Janaina Paschoal

Janaina Paschoal como candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro significa a aproximação dessa campanha aos crápulas do Movimento Brasil Livre (MBL) e tudo que isso pode significar. Eu nunca me engano. Os movimentos tomados pelo proto partido depois da desistência de Flávio Rocha das eleições deram o sinal. O líder midiático do MBL, Kim Kataguiri, gravou vídeo afirmando que nunca havia declarado apoio a Geraldo Alckmin, sendo que semanas antes da desistência do candidato fantasia o mesmo havia dito em entrevista a um canal do Youtube que entre Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro preferiria o candidato do PSDB.
Essa aproximação da campanha presidencial de Bolsonaro com o Movimento Brasil Livre reencena os mesmos acontecimentos que ocorreram com as manifestações reacionárias de 2014 e 2015, onde um movimento legítimo contra a expansão do socialismo no Brasil e na América Latina se transformou apenas em um circo para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e que de quebra a transformou em uma mártir para os militantes daquele partido, ainda contando com toda patifaria que foram os tramites para que a então presidente fosse impedida onde o legislativo se curvou ao judiciário fazendo consultas aos membros do Supremo Tribunal Federal todas as vezes em que se votava alguma coisa e também no acordo costurado no Senado entre o presidente da casa, Renan Calheiros e o então presidente do STF, Ricardo Lewandowski que manteve os direitos políticos de Dilma Rousseff fazendo com que a mesma possa se candidatar a qualquer cargo executivo e legislativo ainda nessas eleições. Uma aproximação da campanha de Jair Bolsonaro ao MBL é extremamente perigosa ao ponto de que essa organização tem características de se expandir para ocupar todos os locais de destaque, lembrando mais uma vez o que aconteceu nas manifestações que ocorreram há alguns anos atrás.
Mas a politica no Brasil é uma Caixa de Pandora, não se pode esperar muito dela. Desde já reitero o apoio, mesmo que minúsculos, das redes da Conservadorismo e Verdade a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, mas vejo com os piores olhos possíveis a entrada da advogada Janaina Paschoal nessa campanha ocupando um lugar tão importante como o de vice-presidente. A campanha precisa sim de um bom nome para ocupação desse cargo, mas devemos escolher os nomes com a cabeça e não com o fígado, não nos deixar levar por emoções fabricadas e fervor militante aceitando qualquer nome que nos impuserem. Não devemos esquecer que os petistas festejavam Michel Temer antes de chama-lo de golpista e eu não quero de nenhuma formar ajudar a eleger ninguém que no futuro poderá derrubar o que o povo construiu.




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